Comissão Técnica 2010

8º Benchmarking Ambiental Brasileiro
Comissão Técnica 2010

Um dos pilares do Programa Benchmarking Ambiental Brasileiro é a sua comissão técnica. O seu formato de composição privilegia a multidisciplinaridade e o envolvimento efetivo de seus integrantes com a temática socioambiental. Compreende nomes consagrados de personalidades e especialistas ligados a entidades de reconhecido valor no Brasil e em outros países. Os critérios de avaliação são transparentes (ver metodologia) e seus membros avaliam a qualidade gerencial das práticas adotadas sem ter acesso ao nome da instituição. A seguir, os integrantes da CT 2010 em ordem alfabética.

A sustentabilidade não é algo que esteja nesta ou naquela empresa ou instituição. Ela é uma propriedade sistêmica que aparece nas relações e processos que envolverm toda a cadeia de fornecedores, colaboradores, clientes etc. Cada um desses elos deve se esforçar para construir hábitos sustentáveis, mas a sustentabilidade só se torna real mesmo quando todos os elos dessa longa cadeia se sustentam mutuamente.

Anderson V. Romanini – São Paulo – Brasil

Míni Currículo: Doutor em Ciências da Comunicação (USP), professor ECA e FAU USP. Também coordenador do Laboratório Agência de Comunicação (LAC) da ECA e apresentador do Programa Trajetória da TV USP. Como jornalista, foi repórter, editor ou colaborador nas revistas Veja, Terra, Viagem e Turismo, Superinteressante e Exame PME, entre outras, cobrindo assuntos de cultura, ciência e sustentabilidade. Ganhou os prêmios: Abril Jornalismo, Ethos Jornalismo Ambiental e Citi Journalistic Excellence Award.

As iniciativas que têm mais sucesso se deparam com o desafio da escala e da sustentabilidade. É um problema que tem que ser enfrentado não só pelo terceiro setor, mas por todas as iniciativas – seja de ONGs, de prefeituras, do estado, de iniciativa privada – que queiram promover mudanças significativas na sociedade.

André Urani – Rio de Janeiro – Brasil

Míni Currículo: Doutor em Economia pelo Delta (Paris – França), Professor do Instituto de Economia da UFRJ, Comentarista CBN, Conselheiro das ONGs Comunitas e Transparência Brasil, Sócio-Fundador do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (IETS), e Diretor Geral do Instituto Natura. Foi Comentarista do Jornal da Futura, Pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, Membro do Conselho Editorial revista Pesquisa Planejamento Econômico, Presidente do Conselho de Administração do Instituto de Estudos de Trabalho e Sociedade (IETS), Secretário Municipal do Trabalho da Cidade do Rio de Janeiro, Consultor de organismos nacionais e internacionais.Autor de artigos e livros científicos.

O desafio da sustentabilidade requer que se pense de modo diferente e se observe o que antes parecia pouco importante.Desenvolvimento sustentável não significa a sustentabilidade do desenvolvimento (no sentido puramente econômico), mas, acima de tudo, novos padrões produtivos e de distribuição de oportunidades. Isso requerer tecnologias inovadoras que confrontem a lógica dominante de consumo e desperdício. Mas essa busca por novas alternativas deve sempre estar relacionada à diminuição de desigualdades sociais e espaciais, uma vez que a questão ambiental é, antes de mais nada,um problema de economia política do meio ambiente. Nesse sentido, inciativas como o Programa Benchmarking Ambiental Brasileiro tem um papel importantíssimo ao estimular criatividade através da disseminação de idéias e boas práticas que associem eficiência técnica, responsabilidade social e aprendizagem coletiva.

Antonio Augusto R. Ioris – Aberdeen – Escócia

Mini Currículo: Professor da Escola de Geociências da Universidade de Aberdeen, Reino Unido, pesquisador do Centro de Sustentabilidade Ambiental de Aberdeen (ACES) e coordenador do programa de Mestrado em Desenvolvimento Rural Sustentável. Publicações recentes incluem trabalhos relacionados à ecologia política dos recursos hídricos na Escócia, na Baixada Fluminense, no Pantanal, em Portugal e em Lima no Peru.

Sustentabilidade começa com a integração do Eu com o Todo, é estar consciente que não há separatividade entre Homem e Natureza. A partir da superação dessa ilusão é possível caminhar em harmonia com a Terra e seus filhos. A verdadeira integridade é viver aquilo em que se acredita e liderar pelo exemplo de suas ações. Nesse sentido, é fundamental reconhecer as iniciativas do meio empresarial que vão além do marketing e efetivamente contribuem para uma mudança de paradigma do modo de produção e consumo responsável pela devastação da biosfera.

Daniel Lage Chang – Brasília DF – Brasil

Mini Currículo: Economista formado pela FEA-USP com MBA em Gestão Estratégica do Meio Ambiente (IPT-USP). Especialista em elaboração, gestão e avaliação de projetos socioambientais. Fellow da Rede LEAD, Liderança em Meio Ambiente e Desenvolvimento, formada por profissionais de mais de 80 países. Foi coordenador de mobilização e redes da ABDL – Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Lideranças, onde idealizou a iniciativa Práticas de Sustentabilidade, com a elaboração de casos de sucesso nos temas Empreendimentos Sustentáveis e Objetivos do Milênio. Atualmente faz parte da equipe de Cooperação Internacional, ligada à Diretoria de Gestão Estratégica do Ministério do Meio Ambiente.

Entendendo o Benchmarking como sendo a busca pelas melhores práticas nos mais diferentes segmentos da sociedade, cabe lembrar que na área socioambiental o Programa Benchmarking representa, hoje, um marco e uma importante ferramenta para as organizações desenvolverem o seu papel como agente de mudança e de melhoria da qualidade de vida social, econômica e ambiental da sociedade. Através dela, as organizações colaboram para o desenvolvimento sustentável, aprendem a apreender com os casos reais apresentados, tornando-se exemplos para outras organizações. Dentre os vários benefícios obtidos com o envolvimento das organizações é possível observar: a melhoria das práticas de gestão, a visibilidade, e, principalmente, um maior envolvimento das organizações com os seus parceiros e vizinhos em atividades sócios ambientais.

Fernando Codello – São Paulo – Brasil

Mini Currículo: Engenheiro químico e professor universitário, com especialização em Criatividade e Ferramentas Criativas (SUNY/ USA), Corrosão (ITA/SJC), Educação (FIG/GUARULHOS), Gestão Ambiental (FSP/USP), mestrado em Educação (UNISAL/ SP) e doutorando em Aplicações de Tecnologia Nuclear IPEN/USP. É professor universitário da graduação e pós graduação, da Faculdade SENAI de Tecnologia Ambiental e professor convidado da FATEC_SP, FSP/USP.

O importante trabalho do Programa Benchmarking Ambiental Brasileiro ajuda empresas a encontrar seu caminho certo em um futuro sustentável. Aqui você pode encontrar as melhores práticas em termo de responsabilidade socioambiental que podem inspirar as mudanças na sua organização. O bom exemplo da sua empresa pode inspirar outros. Em Inglês se diz ‘what gets measured, gets done’ (o que é medido, é feito). Por isso o Instituto Ethos desenvolveu os indicadores Ethos para oferecer as empresas medidas certas no caminho a sustentabilidade. Sem progresso das empresas em termos de gestão ambiental e social não iremos superar os grandes desafios socioambientais como a pobreza, a redução da biodiversidade, as mudanças climáticas, e a violência. Como os empresários estão pensando em termos competitivos, o benchmarking toma esta motivação e canaliza para o progresso baseado no ‘triple bottom line’ – para melhores resultados financeiros, sociais e ambientais.

Heiko Spitzeck – Bedfordshire – Inglaterra

Mini Currículo: Professor Universidade de Cranfield Doughty do Centro de Responsabilidade Corporativa do Reino Unido. Ensina Ética nos Negócios, Empreendedorismo Social, Responsabilidade Social e Negócios Sustentáveis para mestrado, MBA, estudantes de MBA Executivo e Altos Executivos. Suas publicações apareceram em revistas internacionais, bem como em vários livros publicados, entre outros, Cambridge University Press. Ele é presidente e membro fundador da Rede de Gestão Humanista. Entre 2004 e 2006 atuou como Diretor de oikos International, uma ONG orientada para a gestão sustentável e economia. Além disso, ocupou posições de visita na Universidade da Califórnia em Berkeley, Universidade de Fordham em Nova York (ambas E.U.), bem como a Universidade de Extremadura (Espanha).

Embora não há concordância a respeito do desenvolvimento sustentável, o fato é que não há nenhum movimento social mais importante na atualidade, haja vista a quantidade de pessoas e organizações envolvidas com esse tema em praticamente todo o mundo. A grandiosidade de uma empreitada de amplitude planetária, a diversidade de temas e propostas e as infindáveis controvérsias em torno desse novo modo de desenvolvimento seria desanimador se os dirigentes empresariais não contassem com exemplos que mostrem não só caminhos, mas principalmente a possibilidade de uma empresa competitiva que ao mesmo tempo cuida do meio ambiente e promove a equidade social. Daí a importância do Programa Benchmarking Ambiental Brasileiro, pois ele estimula a construção e difusão de novos negócios e modelos de gestão alinhados com o desenvolvimento sustentável, sem dúvida um dos maiores desafios de todos os tempos.

José Carlos Barbieri – São Paulo – Brasil

Mini Currículo: Professor do Programa de Pós-Graduação stricto sensu da FGV EAESP na linha de pesquisa de gestão socioambiental e da saúde. É membro do Forum de Inovação da EAESP, e participa de comitês científicos de revistas, congressos e agencias de fomento. Membro da comissão do INMETRO para criação de normas para certificação de sistemas de responsabilidade social. Autor de livros, capítulos de livros e dezenas de artigos sobre inovação, gestão ambiental e responsabilidade social publicados no Brasil e em diversos países.

A divulgação de práticas promotoras de sustentabilidade emblematizam um importante conjunto de soluções no âmbito de Gestão socioambiental. Parabenizo o Programa Benchmarking Ambiental Brasileiro por ampliar a visibilidade das boas práticas corporativas e reconhecer suas soluções inovadoras. Encaro como privilégio participar de um Programa que fortalece e contribue exemplarmente para o desenvolvimento sustentável.

Josimar Ribeiro Almeida – Rio de Janeiro – Brasil

Mini Currículo: Bacharel em Genética com Mestrado Ciências Biológicas(UFRJ), Doutorado Ciências Biológicas(UFPr), Pós-Doutorado em Saúde Ambiental(FIOCRUZ-IOC), em Engenharia Ambiental (UFRJ-COPPE), e em Tecnologia Ambiental(USP-IPEN). Professor, Coordenador e Orientador de Programa de Pós-graduação de Engenharia Ambiental, e Supervisor de Pós-Doutoramento na Escola de Engenharia da UFRJ. Associado do Programa de Tecnologia Nuclear (USP-IPEN), Pesquisador Científico bolsista do CNPQ. Possui vários prêmios e títulos e centena de artigos publicados em Revistas Indexadas. Autor de livros, capítulos, publicações técnicas, além de integrante de diversas comissões julgadoras.

Está em curso a construção de um novo padrão civilizatório no qual todos estamos envolvidos sem saber bem o que seja. Indivíduos e organizações, ao procurar uma forma de viver em harmonia com seus semelhantes e com o meio ambiente, se deparam com diversas contradições num campo de grande complexidade para a compreensão humana. Devemos até mesmo nos perguntar se o tripé do equilíbrio dinâmico entre o econômico, o ambiental e social é realmente um modelo válido e efetivo. Diante disso, todo cuidado é pouco quando buscamos nos fundamentar em novos ou antigos conceitos sobre responsabilidade socioambiental, bem como sobre sustentabilidade ou desenvolvimento sustável. Seja o que for, uma coisa é certa: precisaremos do engajamento de todos num processo colaborativo que una inteligência, sensibilidade e uma nova ética de verdadeiro respeito a todos os seres vivos e à natureza. Que essa nova ética seja o princípio norteador e a inspiração para todas as nossas práticas como indivíduos e como organizações.

João Serfoso – São Paulo – Brasil

Mini Currículo: Administrador de empresas (FEA/USP), e Bacharelado com ênfase em Marketing e Gestão Estratégica de Empresas. Foi coordenador de Relações Empresariais do Instituto Ethos e coordenador de projetos e pesquisador do CEATS – Centro de Estudos em Administração do Terceiro Setor – FEA/USP. Atualmente é coordenador de desenvolvimento e orientação do UniEthos – Educação para a Responsabilidade Social e o Desenvolvimento Sustentável – Núcleo de Assessoria e Educação.

Premiar as best practices é importante para destacar as organizações que se comprometeram com a responsabilidade socioambiental, mas mais do que isto, é um estímulo para que estas e outras organizações continuem neste caminho. Esta iniciativa premia o presente e estimula os gestores a investirem nas next practices de forma cada vez mais comprometidos com a sustentabilidade do Planeta, da sua comunidade e da sua própria organização. Iniciativas como a do Programa Benchmarking Ambiental Brasileiro são importantes estímulos para o aprimoramento das práticas sustentáveis das organizações.

Luís Felipe Nascimento – Rio Grande Sul – Brasil

Mini Currículo: Doutor em Economia e Meio Ambiente (1995) pela Universitaet Gesamthoschule Kassel, Alemanha, com pós-doc na University of Massachusetts, Estados Unidos. É Professor Associado nível 2 na Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Pesquisador do CNPq e editor da Revista Eletrônica de Administração (REAd). Recebeu em 2004 o Premio Sudamericano a la Labor Académica en Sustentabilidad Empresarial, em 2005 o Premio Internacional Faculty Pionner do World Resources Institute e The Aspen Institute e, em 2008, o trofeu “the best paper of the 17th International Conference on Management of Technology (IAMOT 2008). Autor de mais de uma centena de artigos publicados em anais e periódicos, e do livro Gestão Socioambiental Estratégica.

Estamos testemunhando uma mudança fundamental de atitude no meio empresarial. Os limites da produtividade do capital natural se aproximam rapidamente, e um movimento de auto-preservação dos negócios (e da espécie humana) se inicia com humildade e sólida base científica. Lideranças dos vários setores parecem estar prestando maior atenção aos sinais da economia, das comunidades e da Natureza, repensando suas estratégias de longo prazo e se solidarizando com outros atores do desenvolvimento sustentável, buscando parcerias e sinergias. Inúmeras são as evidências de que a eco-eficiência traz vantagens competitivas duradouras para os negócios e de que, surpreendentemente, compartilhar esse conhecimento leva à multiplicação dos benefícios, não em sua diminuição. Pois não se trata de distribuir fatias de um bolo finito, mas sim de encostar uma vela acesa em cada vela apagada que aparecer no caminho, para que todos possam desfrutar de um ambiente mais iluminado. Parabéns pela iniciativa e obrigado por poder contribuir!

Márcio Amazonas – Georgia – Estados Unidos

Mini Currículo: Engenheiro Agrícola (Unicamp) com especialização em Relações Públicas para o Meio Ambiente, e Engenharia e Gestão Ambiental (Univ. Paris 7). Atuou na coleta seletiva da Cidade de São Paulo e presidiu o CEMPRE – Compromisso Empresarial para Reciclagem. Coordenou o desenvolvimento de tecnologias de baixo impacto ambiental para o tratamento de água e de sistemas de gestão para o abastecimento de água segura, em parceria com a OMS, a US EPA e o CDC. Lidera diversas iniciativas junto à indústria de alimentos e bebidas nas áreas de reciclagem de embalagens, tecnologias de tratamento de água e conservação de energia.

Acredito que a sustentabilidade está cada vez mais passando a ser compreendida como um fator com influência direta no resultado econômico de uma empresa. A Alemanha é um hoje um dos países que além de ser pioneiro no desenvolvimento de tecnologias pró-sustentáveis, também apresenta um dos maiores níveis de conscientização socioambiental – mesmo em empresas de médio e pequeno porte. Ao mesmo tempo em que agradeço imensa e honradamente o convite para integrar esta comissão, aproveito a oportunidade para parabenizar o Programa Benchmarking Ambiental Brasileiro pelo pioneirismo em proporcionar ao empresariado esta ferramenta ímpar de acesso às melhores práticas de gestão socioambiental.

Michel Haddad Magnocavallo – Frankfurt – Alemanha

Mini Currículo: Jurista formado pela Universidade Paulista, é atualmente o Diretor Executivo do Escritório de Projetos Mercosul em Frankfurt, o qual atua como o Front-Office da Aliança das Câmaras Binacionais Alemãs no Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai). Já atua há quase oito anos em diversas funções na rede de câmaras binacionais alemãs, dentre elas como Diretor do Departamento de Comércio Exterior da Câmara Brasil-Alemanha em São Paulo. Já gerenciou e executou diversos projetos de fomento econômico em parceria com inúmeras empresas e entidades públicas e privadas, no Mercosul e na Alemanha.

O Desenvolvimento Sustentável tem implícito a noção do mundo como um sistema, com uma continuidade no espaço e no tempo onde existe uma interacção permanente entre todos os intervenientes, indivíduos e organizações. As empresas operam neste sistema contínuo e percebem os seus efeitos, associando-o ao conceito da globalização, que na prática reflecte essa noção de continuidade. Como tal, começam a perceber a importância da sua integração neste sistema e de, ao usufruírem dele, terem também o dever de o respeitar e de contribuir para o seu bom funcionamento. Começam assim a estar sensibilizadas para a necessidade de contemplarem nas suas politicas uma vertente de Responsabilidade Social, que equilibre o resultado do impacto da sua actuação. Com este tipo de iniciativas podemos e devemos reforçar as boas práticas recorrendo a ferramenta Benchmarking para potencializar a actuação das empresas e promover disseminação alargada destas boas práticas

Regina Santos – Lisboa – Portugal

Mini Currículo: Master em Engenharia de Materiais (Universidade Aveiro), e Pós Graduação em Gestão de Projectos em Parceria (FEUC – Fac.Economia Univ. Coimbra). Integra a Unidade de Gestão e Promoção da Inovação do Centro Tecnológico de Cerâmica e do Vidro onde tem vindo a desenvolver e gerir projectos Inovadores nas áreas científicos tecnológicas, e na área Social onde coordenou projectos apoiados pelo programa Europeu EQUAL. Coordenou o projecto SER PME, e, participa também de actividades de consolidação da Rede Nacional de Responsabilidade Social – RSO.pt, dinamizando um dos grupo do Observatório.

No início, as empresas imaginavam que auxiliar a escola do bairro ou apoiar iniciativas de caráter social poderiam ser acões suficientes para se sentirem socialmente responsáveis. Isto faz, mais ou menos, 10 anos. De lá para cá muita coisa mudou. A realidade inexorável do aquecimento global bateu na porta de todos nós. Uma (nova) realidade que precisa da participação de toda a sociedade para buscar os caminhos de adaptabilidade. Reconhecer as acões sustentáveis de empresas, como nesta iniciativa de benchmarking, é de fundamental importância para que a consciência da necessidade de atividades sustentáveis se espalhe pelo tecido social.

Ricardo Carvalho – São Paulo – Brasil

Mini Currículo: Jornalista com passagem pela Folha de S. Paulo, TV Globo, TV Cultura, fundador da produtora Argumento e desde 1997 vem se especializando em comunicação para a sustentabilidade com a firme intenção de trocar em miúdos a enorme quantidade de (novos) conceitos, (novas) práticas e um arsenal de (novos) estudos e análises, a partir de uma temática extensa e complexa. Como video maker, tem em arquivos um sem número de vídeos e programas de TV dedicado ao assunto. É comentarista de sustentabilidade do Jornal da Gazeta (o primeiro da TV aberta), conselheiro do Instituto Akatu e diretor do portal Meioambiente.

Pelo grau de abrangência e diversidade dos casos apresentados e discutidos, o Programa de Benchmarking Ambiental Brasileiro é a contribuição mais efetiva para a reflexão e difusão das práticas de sustentabilidade. Tem potencialmente o papel de atrair os diferentes segmentos da sociedade para construção coletiva de um modelo de produção e distribuição de riquezas, que possibilite um processo mais pacífico, inclusivo e sustentável de crescimento econômico e desenvolvimento social.

Sineval M. Rodrigues – São Paulo – Brasil

Mini Currículo: Sociólogo pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo com formação e credenciamento nas áreas de empreendedorismo, liderança e inovação pelas entidades Haas School of Business, Berkeley, University of California; Babson College; Center for Leadership Studies; Decision Process International; Louis Allen Associates. É Professor Convidado da FDC – Fundação Dom Cabral (MG) e Professor e Orientador Pedagógico da Faculdade Energia em Criciúma/SC. Atua como Mentor, Coach e consultor organizacional em projetos no Brasil e exterior. Direção de projetos de modernização do ensino público, qualidade em educação e capacitação de educadores para Secretaria de Estado da Educação de São Paulo, Banco Mundial – United Nations Development Programme, SAF – Secretaria Administração Federal.