Comissão Técnica 2015

CT_2015_GIF_COM_LOGOEspecialistas de vários países selecionam as melhores práticas em conformidade com a metodologia do Programa Benchmarking Brasil que tem o reconhecimento da ABNT. A Comissão Técnica é renovada anualmente e não repete nomes. Para inserir visão global nas avaliações, um terço de seus componentes pertencem a outras nacionalidades e/ou estão neste momento morando fora do país. São especialistas, pesquisadores e/ou lideranças atuantes da área. Nomes respeitados no cenário nacional e internacional. O Programa contabiliza até esta edição, a participação voluntária de 176 especialistas de 21 diferentes países na comissão técnica.

Conheça os 16 integrantes (perfil e depoimento em ordem alfabética) de 6 diferentes países  que selecionarão os cases  2015 do XIII Ranking Benchmarking – As Melhores Práticas Socioambientais do Brasil.

ana_carolina_cebds_p Andrea_marandino_p Andre-Magrinho-p Aron
Ana Carolina Szklo

Rio de Janeiro/Brasil

brasil

Andrea Marandino

Londres/ Reino Unido

flag_reinounido

Andre Magrinho

Lisboa/ Portugal

flag_portugal

Aron Zylberman

São Paulo/Brasil

brasil

Claudia Terezinha Knies

São Paulo/Brasil

brasil

Eduardo Shimahara

Cidade do Cabo/Africa Sul

flag_reinounido

Érica Marcos

Amsterdam/Holanda

flag_holanda

Fernando Rei

São Paulo/Brasil

brasil

Guy Ladvocat

Rio de Janeiro/Brasil

brasil

Homero Santos

São Paulo/Brasil

brasil

Izak Kruglianskas

São Paulo/Brasil

brasil

Karin Costa Vazquez

New York/USA

eua

Liége Petroni
São Paulo/Brasil

brasil

Maria Luiza Granziera

São Paulo/Brasil

brasil

Pedro Ortiz

São Paulo /Brasil

brasil

Rogerio Cunha de Paula

São Paulo /Brasil

brasil

COMISSÃO TÉCNICA 2015

Perfil e depoimento

Ordem Alfabética

ana_carolina_cebds_p

No contexto de crise hídrica e energética que vivemos hoje, a discussão sobre sustentabilidade já faz parte do dia a dia de todos. O debate está posto. O que falta é viabilizar as soluções.

 

Ana Carolina Avzaradel Szklo – Rio de Janeiro/ Brasil

Mini Currí­culo: Mestre em Planejamento Energético e Ambiental, Economista e membro do Roster of Experts da UNFCCC como especialista no setor de energia e Lead Reviewer para a revisão de inventários nacionais de países Anexo I e membro do Roster of Experts do Banco Mundial para o Partnership for Market Readiness . Gerente de Projetos e Conteúdo do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), onde é responsável pelos projetos institucionais, como Cidades, Ação 2020 e Agenda aos Candidatos. Antes disto, trabalhou como Consultora Sênior no departamento de Mudanças Climáticas e Sustentabilidade na ICF International e foi Consultora Técnica no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação na Coordenação Geral de Mudança Global do Clima e na Autoridade Nacional Designada. Participou das negociações internacionais sobre mudança do clima na UNFCCC (COPs 15 e 16, além das reuniões intermediárias) e no IPCC e, ainda, em fóruns internacionais de discussão sobre biocombustíveis (GBEP) como membro da delegação brasileira.

 

O alinhamento crescente do desempenho socio-ambiental com o desempenho financeiro corporativo é tema fundamental no contexto de transição para uma economia de baixo carbono, configurando assim a existência de um importante business case para a sustentabilidade.

 

Andrea Marandino – Londres – Reino Unido

Mini Currí­culo: Economista pela PUC-Rio, com MA em Estudos Europeus Contemporâneos pelas Universidade de Bath/Inglaterra e Univerzita Karlova v Praze/Republica Tcheca, e MSc em Governança Corporative e Ética com foco em questães ambientais pelo Birkbeck College, Universidade de Londres/Inglaterra. Trabalha atualmente para a WWF-UK em proximidade com instituições financeiras com o objetivo de influenciar estratégias de investimento e crédito, e desenvolver mecanismos financeiros inovadores que protejam e estimulem ecosistemas sustentáveis. Anteriormente, trabalhou no Reino Unido para a think tank E3G como consultora política em finanças de baixo de carbono, com foco em eficiência energética, e para a consultoria e instituto de pesquisa Innovation Observatory, publicando diversos artigos e relatórios sobre energias renováveis e sustentabilidade.

 

O mundo da globalização e da economia do conhecimento é também aquele em que a problemática das alterações climáticas e da sustentabilidade está inexoravelmente no topo das agenda políticas, econômicas e empresariais, incluindo as organizações internacionais, porque é  a qualidade de vida e o nosso futuro que está em causa.  Cumprir padrões elevados de desenvolvimento ambiental nos projetos,  políticas e  iniciativas públicas e privadas, muito particularmente na atividade empresarial, certificando as empresas e as instituições amigas do ambiente, constitui não só um imperativo como se afigura uma condição de competitividade no mundo atual.   É por isso que o Programa Benchmarking Brasil ao valorizar essas premissas e estimulando uma cultura de desenvolvimento socioambiental, avaliando resultados concretos, presta um excelente tributo aos valores da sustentabilidade.

André Magrinho – Lisboa – Portugal

Mini Currí­culo: Mestre em Economia pelo Instituto Superior de Economia e Gestão de Lisboa (ISEG) e PhD em Gestão pela “Universidade da Beira Interior (UBI)”, com  especialização em Inteligência Competitiva. Foi assessor de comércio, indústria e turismo do Primeiro Ministro Português António Guterres, (1995-2001). É membro do Conselho de Administração do Centro de Formação Profissional da Indústria Eletrônica, Energia, Telecomunicações e Tecnologia da Informação (CINEL), Presidente do Conselho da AIP (Associação Industrial Português), professor universitário em gestão, estratégia, economia, inteligência competitiva e negócios internacionais e autor de diversos estudos e obras na área da inteligência competitiva, educação e gestão do conhecimento, e sustentabilidade.

Infelizmente, poucos estão realmente cientes da gravidade da crise socioambiental que enfrentamos. A atual crise hídrica é uma ótima oportunidade para que esse quadro se altere. Bons exemplos empresariais são fundamentais para envolvermos mais atores nessa lide. Nesse sentido o Programa Benchmarking Brasil presta um ótimo serviço para a sociedade brasileira.

Aron Zylberman – São Paulo – Brasil

Mini Currí­culo: Engo Industrial Metalúrgico (Mackenzie) com MBA Executivo Internacional (FIA/USP), Especialização em Governança Corporativa pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), Corporate Social Responsibility: Strategies To Create Business and Social Value (Harvard Business School), Business Ethics Symposium & Teaching Workshop Kellogg Graduate School of Management), Strategies for Sustainable Business (MIT Sloan School of Management). Desde 2005 participa dos encontros anuais da Academy of Management, entidade que congrega professores das principais escolas de negócios do mundo. É Professor convidado das disciplinas Ética Empresarial e Sustentabilidade na FIA – Fundação Instituto de Administração, IBGC-Instituto Brasileiro de Governança Corporativa; FDC – Fundação Don Cabral e FIPE – Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas. Membro voluntário dos conselhos de ONGs: Instituto GESC, AlumniFIA, Liga Solidária, Instituto Paradigma, Junior Achievement do Brasil. Membro da Comissão de Estudos de Sustentabilidade para as Empresas – CESE do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa – IBGC

Fazer da sustentabilidade parte integral da estratégia de negócio da organização oferece oportunidades de benefícios reais. Neste sentido, as práticas inovadoras e sustentáveis buscam inserir novidades que atendam as dimensões da sustentabilidade em bases sistêmicas e que representem resultados positivos para a organização, meio ambiente e sociedade em geral. O Programa Benchmarking Brasil representa uma importante contribuição na disseminação de inovações no campo da sustentabilidade.

Claudia Terezinha Knies – São Paulo – Brasil

Mini Currí­culo: Graduada em Bacharelado em Química pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e em Formação Pedagógica para Formadores da Educação Profissional pela Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL). Realizou o curso de aperfeiçoamento em Training on Sustainable Development of Mining no International Institute For Mining Technology – MINITEC – Japão (bolsita JICA). Possui mestrado em Engenharia Química e doutorado em Ciência e Engenharia de Materiais pela Universidade Federal de Santa Catarina com período de estágio de doutorando (sanduíche) no Departamento de Cerâmica e Vidro da Universidade de Aveiro- Portugal (bolsista CAPES). Realizou o Pós Doutorado no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares – Centro de Combustíveis Nucleares (IPEN-CCN/USP). Atua nas áreas de Gestão de Projetos, Gestão Ambiental e Sustentabilidade, Inovação Tecnológica, Valorização de Resíduos Industrias e Gestão da Tecnologia, interagindo com grupos interdisciplinares e multidisciplinares. É coordenadora de projeto aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL (ANEEL/TRACTEBEL) na área de inovação sustentável. Atualmente é docente e pesquisadora da Universidade Nove de Julho (UNINOVE/SP) no Programa de Pós-graduação em Administração e no Programa de Mestrado Profissional em Administração – Gestão de Projetos. É coordenadora do Programa de Mestrado Profissional em Administração – Gestão Ambiental e Sustentabilidade da UNINOVE. Bolsista de Produtividade em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora Nivel 2 – CNPq.e

Acredito que vivemos uma época em que meias soluções não funcionarão mais para criar sequer chances de um futuro melhor. O que busco neste momento são empresas e negócios que ao invés de simplesmente agir fazendo “menos mal”, são capazes de agir fazendo algo “bom”. Falar de eficiência na utilização de recursos é algo já comprovadamente falho conforme William Stalley Jevons, economista inglês já dizia no século XIX. O que aprendemos com isso ? Empresas sustentáveis são aquelas que buscam aumentar seus lucros em cima da eficiência no uso de recursos acreditando que isto é “sustentabilidade” ? O que é preciso, na minha forma de ver, é uma total quebra de paradigma em torno de uma economia extrativista para que ela passe a ser regenerativa. Possível ? Em minhas andanças por este mundo foram raros, muito raros os modelos que sequer se aproximaram disto.

Eduardo Shimahara – Cidade do Cabo – Africa do Sul

Mini Currí­culo: Engo Mecânico pela Faculdade de Engenharia Industrial, com carreira internacional passando pelo Brasil, França e Espanha. Especialista em Jogos Cooperativos pelo Centro Universitário Unimonte. Pós-Graduado em Desenvolvimento Sustentável pela University of Stellenbosch – South Africa. Foi Diretor de Inovação e Sustentabilidade no Grupo Ânima de Educação, que tem hoje mais de 60.000 alunos espalhados por 3 estados. Co-Fundador do Coletivo educ-acao.com que durante 2012 e 2013 deu a volta ao mundo pesquisando novos modelos de educação. É Professor (contributor) de uma das mais inovadoras escolas no planeta, o Youth Initiative Program em Järna/Suécia. Atualmente concluindo o Mestrado em Desenvolvimento Sustentável na Universidade de Stellenbosch e vivendo na Cidade do Cabo – Africa do Sul.

Estamos vivendo uma história que definiu a humanidade como algo separado da natureza. Precisamos de uma nova história que reconheça a verdade sobre nossa interdependência e interexistência com a natureza. A verdadeira sustentabilidade tem efeito pró-ativo e regenerativo com capacidade de deixar o nosso Planeta ainda melhor para futuras gerações. O futuro de todas as espécies vivas será determinado por cada uma de nossas ações. O que fazemos hoje ecoa no futuro. Ao invés de dominar a natureza, podemos participar com ela.

 

Érica Marcos – Amsterdam – Holanda

Mini Currí­culo: Administradora de Empresas pela Universidade de Fordham com Mestrado em Gestão da Sustentabilidade pela Universidade de Columbia. Viveu e trabalhou no Brasil, EUA, Espanha e Holanda. Está envolvida com as tendências do transporte desde 2011, quando foi a responsável pelo gerenciamento do projeto da sua dissertação de mestrado em Nova Iorque, o qual consistia no relatório Transit Oriented Development in Bridgeport, CT for the Regional Plan Association New York & Connecticut Sustainable Communities, publicado em Janeiro de 2012 pelo The Earth Institute em Nova Iorque. Trabalhou no Earth Institute, em Nova York, onde participou de projetos internacionais de gestão da sustentabilidade e de suas respectivas interseções com os mercados, governos e a sociedade civil. Anteriormente, estagiou na sede das Nações Unidas, no PNUD e UNGC, onde trabalhou em programas de sustentabilidade estratégica e operacional para a Espanha e os EUA. Trabalhou com frete verde em Responsabilidade Corporativa na TNT Express, trazendo as iniciativas do frete verde para a agenda do Conselho da TNT Brasil e estabeleceu parcerias externas para promover as melhores práticas dentro da indústria do transporte. É atualmente coordenadora Global do SFC – Smart Freight Centre

O regime internacional das mudanças do clima, as metas do milênio, as discussões sobre as transições para uma economia de baixo carbono, as oportunidades de produção e os novos padrões de consumo numa economia verde são alguns dos desafios da sociedade do século XXI, que vêm transformando a missão de muitas empresas, aproximando-as da agenda programática da sustentabilidade.

 

Fernando Rei – São Paulo – Brasil

Mini Currí­culo: Professor Titular de Direito Ambiental da Fundação Armando Álvares Penteado e Professor Assistente Doutor no Programa de Doutorado em Direito Ambiental Internacional da Universidade Católica de Santos. É Diretor-Científico da Sociedade Brasileira de Direito Internacional do Meio Ambiente-SBDIMA. Foi por duas vezes Diretor-Presidente da CETESB-Companhia Ambiental do Estado de São Paulo.

A sustentabilidade não é uma meta fixa a ser atingida. É um processo contínuo de busca e de mudança que deve ser adaptado a cada momento, em função da evolução da nossa sociedade. O Programa Benchmarking Brasil é uma ferramenta motivadora para o engajamento das empresas neste processo.

Guy Ladvocat – Rio de Janeiro – Brasil

Mini Currí­culo: Engenheiro Mecânico formado em 1979 pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Mestre em Engenharia Ambiental pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). 32 anos de experiência na área da qualidade. Atualmente é Gerente de Certificação de Sistemas da ABNT e Representante da ABNT na Diretoria do Global Ecolabelling Network – GEN. Ministrou várias palestras e treinamentos na área de rotulagem ambiental, certificação de produtos, serviços e sistemas. Foi Coordenador da Comissão Permanente de Credibilidade do Comitê Brasileiro de Avaliação da Conformidade de 2006 a 2010. Atualmente atua também como Coordenador Geral de um projeto financiado pelo BID, relacionado com a implantação de um esquema de gases de efeito estufa em pequenas e médias empresas no Brasil e é responsável pelo programa de Rotulagem Ambiental da ABNT.

Sustentabilidade é viver do rendimento dos capitais ambiental e social, e não do seu consumo.

 

 

 

Homero Santos – São Paulo – Brasil

Mini Currí­culo: Graduado e pós-graduado em Administração de Empresas pela FGV-SP, especializou-se em Teoria do Desenvolvimento e Ecologia Profunda pelo Schumacher College, em Totnes, UK. Coordenou a elaboração da temática educacional do UniEthos, braço educacional do Instituto Ethos, em São Paulo. Atua como palestrante e consultor em Governança Corporativa, Estratégia Empresarial, Responsabilidade Social e Desenvolvimento Sustentável. É consultor em desenvolvimento sustentável da American Chamber of Commerce – AMCHAM, de Buenos Aires, e do SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. Tem atuado como consultor de conteúdo do Prêmio ECO, da AMCHAM Brasil. No IBGC – Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, é membro-fundador e foi o primeiro coordenador da Comissão de Estudos de Sustentabilidade para as Empresas, e integra o Grupo de Estudos de Ética e Governança. Exerce as funções de Conselheiro no Conselho Deliberativo da Associação Rural Natureza e Diretor da consultoria Fractalis – Renovação Empresarial Ltda. É autor do livro A Caveira de Hamlet – Questionamentos Malcomportados sobre a Vida, a Verdade e o Futuro, recentemente publicado, e da peça teatral “A Magia do Três”, inspirada no livro.

 

O modelo econômico atual é insustentável e, inevitavelmente, terá que mudar o que será muito oneroso para os países desenvolvidos que precisarão realizar profundas reconversões em sua infraestrutura. O BRASIL é um dos países que detém o maior capital natural, portanto temos vocação e uma grande oportunidade para nos tornarmos um líder na nova economia de baixo carbono e de consumo responsável. Parabéns ao Programa Benchmarking e a todos que acreditam e contribuem para essa possibilidade.

Izak Kruglianskas São Paulo – Brasil

Mini Currí­culo: Engenheiro de Produção pelo ITA e Doutor em Administração pela USP. Tem formação complementar em cursos de Pós Graduação na França e Estados Unidos. Professor e palestrante em cursos e eventos para a formação de executivos no Brasil, na América Latina, na Europa, Asia, Africa e Estados Unidos. Professor Titular da FEA/USP e Professor Visitante da Bentley University e da Young University nos Estados Unidos. Coordenador do PROGESA – Programa de Gestão Estratégica Socioambiental da Fundação Instituto de Administração e dos MBAs: Gestão Estratégica Socioambiental em Infraestrutura e Gestão Socioambiental Aplicada à Energia Elétrica, ambos para a ABDIB – Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base. Criador e Coordenador do ENGEMA – Encontro Internacional Sobre Gestão Empresarial e Meio Ambiente que em 2014 realizou sua XVI edição. Autor de mais de 250 publicações sobre temas de Administração relacionados com gestão socioambiental, gestão da inovação e gestão de projetos.

As empresas estão entrando em uma terceira fase na sua relação com a sociedade. A primeira fase foi a “filantropia”, onde as empresas doavam dinheiro para causas específicas. A segunda foi a “responsabilidade social corporativa”, onde as empresas buscavam minimizar as externalidades negativas de seus negócios por meio de ações socioambientais. A terceira fase foca em “soluções”, ou seja, produtos e serviços com um propósito social. No futuro, sustentabilidade fará parte da própria lógica de negócio das empresas. Existem muitas necessidades não atendidas no mundo de hoje e o setor privado pode, e deve, gerar negócios e investimentos de impacto.

Karin Costa Vazquez New York – Estados Unidos

Mini Currí­culo: Especialista em cooperação internacional para o desenvolvimento. Membro do Grupo de Trabalho do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (CLACSO) sobre Cooperação Sul-Sul e Políticas de Desenvolvimento na América Latina, onde pesquisa boas práticas de desenvolvimento inclusivo e sustentável e agenda global de desenvolvimento pós-2015. Consultora do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Banco Mundial e Banco Interamericano de Desenvolvimento em cooperação internacional para o desenvolvimento. Gerenciou fundo britânico para projetos de estímulo à economia de baixo carbono e crescimento verde com o governo brasileiro. Licenciada do Ministério das Relações Exteriores, onde apoiou iniciativas de cooperação entre o Brasil e países na América Latina e África em temas socioambientais. Mestre em Desenvolvimento Econômico e Político pela Universidade de Columbia, em Nova York, e Mestre em Política Internacional e Comparada pela Universidade de Brasília (UnB). Formada em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Entre suas publicações mais recentes está o artigo ‘Sustaining the Benefits of Brazilian Direct Investment in Sub-Saharan Africa: Skills and Capacity Development’, pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI).

A sutentabilidade requer a transição do comportamento mecanicista para o comportamento sistêmico, o que implica um novo paradigma. Este novo paradigma deverá estar embasado em uma visão holística do mundo, onde o que importa é a visão do todo e não o conjunto de partes dissociadas. É necessário, portanto, uma mudança fundamental na maneira de pensarmos acerca de nós mesmos, nosso meio, nossa sociedade e nosso futuro. Uma mudança pautada em valores éticos, solidários, de transparência e cidadania.

 

Liége Mariel Petroni São Paulo – Brasil

Mini Currí­culo: Professora Adjunta da Universidade Federal de São Paulo. Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Santa Maria, pós-doutorado em Administração de Empresas pela Universidade de São Paulo, doutorado em Ciências pela Universidade de São Paulo. Coordenadora do Programa Multidisciplinar de Gestão e Educação para a Sustentabilidade (GES). Chefe da Divisão de Gestão Ambiental, UNIFESP, Campus Osasco. Participação e coordenação de projetos sobre sustentabilidade. Coordenação de projetos sobre resíduos sólidos. Assessoria em Estudos de Impactos Ambientais. Gerenciamento de projetos na Área de Educação Ambiental, em Áreas Verdes e em Unidades de Conservação. Participação em projetos de desenvolvimento sustentável de territórios. Publicações em livros e revistas especializados no Brasil e no exterior nas áreas de sustentabilidade e biológicas. Apresentação em eventos nacionais e internacionais.

A sustentabilidade pressupõe que as atividades econômicas se desenvolvam em uma lógica de equilíbrio e perenidade, com a máxima proteção do meio ambiente e a minimização dos impactos sociais. Esse desafio é proporcional à necessidade de assegurar o bem estar das pessoas, agora e no futuro. Daí a importância de iniciativas como o Programa Benchmarking Brasil, que dão relevo para experiências sustentáveis no país.

 

Maria Luiza Machado Granziera São Paulo – Brasil

Mini Currí­culo: Mestre e Doutora em Direito (USP). Advogada com escritório especializado em direito ambiental, direito administrativo e gestão de recursos hídricos. Professora Associada ao Programa de Pós Graduação Stricto Sensu em Direito da Universidade Católica de Santos – UNISANTOS. Autora dos livros “Direito Ambiental”, 2014, 3ª. ed. e “Direito de Águas – Disciplina Jurídica das Águas Doces, 4a. ed., 2014.

Vivemos um momento importante de mudança de paradigma, em que a consciência planetária se transforma e nos coloca a cada dia novos desafios. Essa mudança de mentalidade também é cultural, política, econômica e social e envolve esforços em vários segmentos da sociedade, dos governos, das empresas, do terceiro setor e dos cidadãos, individualmente ou em iniciativas coletivas. Não precisamos mais pensar em “dominar” a natureza e continuar no velho paradigma da exploração dos recursos naturais até a sua exaustão, mas mudar de atitude e contribuir, cada um a partir do seu local de atuação, para a efetiva sustentabilidade do planeta e de todos os seus habitantes, de todas as espécies.

 

Pedro Ortiz – São Paulo – Brasil

Mini Currí­culo: Jornalista formado pela Escola de Comunicações e Artes da USP, documentarista e diretor de TV. Mestre e Doutor em Integração da América Latina – Área de Comunicação e Cultura, pela Universidade de São Paulo (PROLAM-USP). Diretor-geral da TV USP e do Canal Universitário de São Paulo (CNU). Vice-presidente da ABTU – Associação Brasileira de Televisão Universitária. Pesquisador-doutor associado ao LEER – Laboratório de Estudos sobre Etnicidade, Racismo e Discriminação (Depto.de História – FFLCH/USP). Professor de Telejornalismo do curso de graduação em Jornalismo e Professor da Pós-Graduação Lato Sensu em Jornalismo, da Faculdade Cásper Líbero (SP). Coordenador do Módulo Amazônia do Projeto Repórter do Futuro (Oboré Projetos Especiais em Comunicações e Artes e Abraji). Atuação em Comunicação Pública, TVs Públicas, TVs Universitárias, TV Digital, Telejornalismo, Jornalismo Audiovisual, Documentário, Reportagem Especial e Multimídia,Internet e Movimentos Sociais, América Latina, Amazônia, Meio Ambiente, Sustentabilidade, Povos Indígenas.

 

A humanidade pode obter o equilíbrio entre o desenvolvimento e o uso sustentável dos recursos naturais. Basta ter predisposição às mudanças e principalmente seguir um princípio básico: o do respeito pela vida – a sua própria, do seu próximo, de cada organismo em seu mundo. O Programa Benchmarking Brasil dá um grande passo ao destacar aqueles que possuem o desejo de mudar conceitos degradantes da sociedade, e vai além ao investir nas ações que objetivam tornar o planeta melhor para todos os seres vivos.

Rogério Cunha de Paula São Paulo – Brasil

Mini Currí­culo: Biólogo e analista ambiental do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (CENAP), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio/MMA). É coordenador da divisão de Planos de Ação, conduzindo o planejamento e execução de diversos Planos de Ação Nacionais pertinentes aos mamíferos carnívoros brasileiros. Ainda, é pesquisador associado da OSCIP Instituto Pró-Carnívoros, desenvolvendo projetos de pesquisa, desde 1997, em diferentes ecossistemas do Brasil. Possui experiência em gestão de projetos de pesquisa, planejamento de estratégias de conservação e desenvolvimento de ações práticas de conservação da fauna. É especializado em diversas metodologias de pesquisa e monitoramento animal. Tem atuado também em questões inseridas nas ciências de dimensões humanas. É membro de comitês nacionais e internacionais para conservação de espécies de carnívoros, entre eles os Grupos de Especialistas de Canídeos e de Felídeos da IUCN (União Internacional pela Conservação da Natureza), sendo respectivamente Coordenador do Grupo de Trabalho do Lobo-Guará na América do Sul e consultor mundial para questões ligadas a conflitos entre grandes felinos e população humana. Tem investido em estratégias de ação que buscam o envolvimento de comunidades rurais na conservação, alinhando produção agropecuária com a manutenção da biodiversidade.

 

 

Para ver os integrantes das comissões técnicas anteriores, clique nas edições
Edição 2014 Edição 2013 Edição 2012 Edição 2011
Edição 2010 Edição 2009 Edição 2008 Edição 2007
Edição 2006 Edição 2005 Edição 2004 Edição 2003