Pegadinhas que comprometem a sustentabilidade

Andar rápido é preciso, mas cortar caminho é perigoso. A chegada é importante, mas o trajeto até ela dirá muito sobre você e suas habilidades. Trocar o certo pelo rápido é uma das pegadinhas da sustentabilidade.

Ninguém dorme mais ou menos sustentável e acorda uma referência em sustentabilidade. Inovações não caem do céu. Demandam tempo para pesquisas, testes e aprimoramentos. A verdade é uma só, quem de fato incorporou a sustentabilidade na estratégia da organização tem mais que ações pontuais, tem processos com planejamento, investimento e metas bem definidas. Tem uma gestão de sustentabilidade, e neste caso, não existem atalhos. Há investimento de tempo e de recursos.

Ninguém dorme mais ou menos sustentável e acorda uma referência em sustentabilidade. Inovações não caem do céu. Demandam tempo e recursos para pesquisas, testes e aprimoramentos

Aí entra outra pegadinha, os recursos. Claro que a redução dos custos é um mantra nas organizações, mas não a ponto de comprometer os resultados. O tripé da sustentabilidade é claro, se um deles falsear, o tombo é certo. Então tem que haver equilíbrio de investimentos entre as áreas. É necessário investir em equipes técnicas e projetos em todas as áreas se quiser inovação, competitividade e perenidade do seu negócio. E claro, na área de sustentabilidade também.

Dependendo do ramo de atividade, além de inovar é necessário prevenir riscos ambientais e sociais, que neste caso são altos demais para não considerá-los nos planejamentos estratégicos de médio e longo prazo da empresa.

E aí chegamos a mais uma das pegadinhas da sustentabilidade, que é o excesso de confiança que a organização tem a ponto de acreditar que os princípios e diretrizes da sustentabilidade não são prioridades na sua gestão. Esta miopia é normalmente fruto da falta de pessoal qualificado para prever riscos futuros, quer sejam de ordem técnica, mercadológica ou cultural. Riscos de acidentes, riscos de perdas de clientes por tendências comportamentais futuras ou mesma pela perda de competitividade. Risco de ser ultrapassado por players melhores, que fazem tudo o que você faz, no valor que você faz, mas com uma gestão muito mais sustentável que a sua. Porque hoje o mundo já entendeu que desenvolvimento é econômico, mas também social e ambiental. Se assim não for, não é desenvolvimento, e muito menos sustentável.

Sobre Benchmarking Brasil:  Um respeitado Programa de Sustentabilidade que reconhece, certifica e compartilha cases e projetos de boas práticas para acelerar o desenvolvimento técnico da gestão socioambiental brasileira. São mais de 400 cases e projetos de diferentes modalidades selecionados por especialistas de vários países, e compartilhados em publicações (livros, revistas, portais e bancos digitais) e eventos presenciais (encontros, seminários, fóruns e congressos). Benchmarking Brasil se transformou numa significativa plataforma de inteligência coletiva pelo qualificado acervo construído em quase 2 décadas de atuação. Os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) estão inclusos na metodologia de seleção dos cases e projetos, e as metas e compromissos do Programa estão na plataforma SDG (Sustainable Development Goals) da Agenda 2030 da ONU. Mais informações: www.benchmarkingbrasil.com.br

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